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Vampiros Manual de Conversão

Mais uma resenha neste site, agora vou resenhar algum dos livros que mais me chamou a atenção após a criação do novo Mundo das Trevas. Mas antes de começar a resenha em si, vamos para um pouco de historia:

Quando foi lançado, o novo Mundo das Trevas não agradou muito. Foram vendas muito boas, mas o universo parece que não cativou. Passados alguns anos, somente poucos aficionados continuaram jogando o antigo Mundo das Trevas, mas todos sentiam falta do cenário. Principalmente aqui no Brasil, pois não foram lançados em português os suplementos que terminaram com a cronologia do antigo MdT.

Eis que dessa nebulosa controvérsia, a CCP/WhiteWolf lançou o Vampiros Manual de Conversão. Eu particularmente achei estranho o lançamento deste livro, pois tira o principio da separação das cronologias. Não que seja errado, porque o novo sistema é uma evolução do antigo, com outro foco e novas mecânicas.

Bom, vou parar de tagarelar e falar mesmo do livro.

Vampiros Manual de Conversão foi lançado pela WhiteWolf SOMENTE em PDF. Isso não é de todo ruim (la nos EUA) com a massificação do Tablet e E-Readers, mas como sabemos aqui no Brasil isso é um pouco diferente, a Devir optou por lançar o livro impresso. Com uma arte de capa especial para o Brasil e mais algumas surpresas que eles colocaram dentro do livro.

O livro em si é muito fácil e de certa forma rápido de ler (menos para aqueles que esqueceram as regras de Vampiro: A Mascara, como eu). Mas de qualquer maneira, o livro trata das conversões de um sistema para outro, por capítulos. Por exemplo, tem o capitulo que fala somente de conversão de disciplinas. E sempre o capitulo procede com a conversão do VaM para o VoR, e depois faz o processo inverso.

Simbolismo #3 – Criação

E finalmente chegamos a parte final do nosso grimório sobre simbolismo no RPG… =)

Não, não vou falar de origem do mundo, até por que em RPG é o que mais se tem, vou dar dicas de como criar seus próprios símbolos e sair da mesmice de depender de material oficial ou símbolos já existentes.

E vamos ao que interessa…

Símbolo: É o visual em si. Aqui você define como ele é, o que é e tudo o mais que se refira a parte estética.

Significado: O que ele significa para as pessoas que o utilizam

Utilização: Aqui é definido em que esse símbolo é utilizado, expulsão do mal, cura, etc.

Origem: Não é origem histórica, mas se é um símbolo de origem mundana, divina ou profana (importante de se definir isso)

Nível de conhecimento: Aqui se define o quanto ele é conhecido, de muito comum para um símbolo que está em quase todos os lugares a símbolo perdido para aqueles apenas encontrado em ruínas esquecidas.

Variações: Sim, todo símbolo tem variações do seu original com o mesmo significado, ou semelhante.

Bom, espero que ajude a nossos grandes mestres a surpreender (mwhahahaha) seus jogadores, e a aflorar a criatividade, por que eu mesmo acho um saco ter que usar apenas um símbolo divino pra cada deus em Tormenta. Que Nimb role bons dados a todos…

Simbolismo #2 – A cruz

Nossa segunda parte da matéria tratando o simbolismo dentro do RPG, vamos falar de um dos símbolos mais universais da humanidade, a cruz.

Para nós ocidentais modernos, a cruz é associada ao suplício e a dor, relembrando a morte de Cristo. Mas para vários outros povos da antiguidade ela tinha outro significado, como por exemplo para os chineses que representa a ideia de universalidade e plenitude, inteiro, perfeito, completo, extremo. Assemelhando-se com os hebreus que tomam a cruz como o símbolo da vizinhança, amizade, fartura, etc.

Muitos outros povos usaram a cruz em sua cultura ou ritos, como símbolo da vida (egípcios antigos), como representação dos quatro elementos (cabala) entre outras.

Diferentemente do simbolismo do corvo (que retratei na semana passada) a cruz é um símbolo muito variado em interpretações, fazendo com que possamos dar o significado que quisermos a ela dentro da campanha.

Mas vamos para o mais comum a nós, a cruz como representação de um deus bondoso, no caso de Tormenta Khalmyr. Sim, Khalmyr pode ser representado pela cruz em sua campanha. Seria até surpreendente pros jogadores acostumados com os clérigos e paladinos portando estandartes com uma espada e uma balança. Mas se você observar a própria cruz seria uma espada cerrada ao chão. Então em vilarejos mais distantes teríamos a representação de Khalmyr como uma cruz, mostrando assim a justiça do deus (que nem sequer precisa ser conhecido por esse nome, assunto pra outra matéria).

Mas podemos surpreender mais ainda os jogadores, pois como visto em uma das representações da cabala a cruz pode representar os quatro elementos, sendo assim a representação da natureza, então poderíamos usa-la para representar a deusa Allihanna ou então algum outro deus ligado ao mundo natural (Lena por exemplo).

Por sua variedade de formas e representações podemos usar a cruz como quisermos nas campanhas, mas o mais legal é surpreender os jogadores, que tal uma cruz de Tenebra? (shuriken de quatro pontas)

Até a próxima, Mephyros.

Simbolismo #1 O Corvo

Voltamos com nossa coluna semanal de RPG, com mais um projeto megalomaníaco meu, dessa vez escrevendo dicas de como usar o simbolismo nas suas campanhas.

No primeiro ponto vou usar um símbolo bastante conhecido, e muitas vezes mal usado pelos mestres, por simples falta de informação acerca do próprio significado.

Vamos lá, remetendo aos primórdios… O corvo na Grécia e outras civilizações antigas ele era associado como um simbolo de magia e primórdio, por sua cor preta que é vista como concentrador de energias e como o escuro primordial criador do universo. Já no medievo, o corvo é visto como sinal de mau agouro por parte do povo, mas grande parte dessa cultura veio devido à Igreja que deturpou todos os símbolos das culturas precedentes.

Então, aqui já vemos dois significados diferentes pro mesmo símbolo. Na mesa de jogo, o mestre é livre pra decidir qual significado usar, ou até inventar outro mais apropriado à sua campanha.  Normalmente os símbolos são vistos em sonhos, visões ou profecias, e em cada uma delas ele tem um modo próprio de ser interpretado.

Nos sonhos ele é ou não aquilo normalmente conhecido, sonhos são enganadores, então a presença do próprio símbolo pode ser totalmente o oposto ao normalmente conhecido. Em visões é que a coisa complica, por que elas nunca ficam claras até que se realizem, ou estejam muito perto de se realizar, nesses casos o símbolo pode ter qualquer significado. E em profecias, eles têm sempre o significado mais comum dada pela população local.

Agora voltando em como utilizar em mesa, como sempre um foco em Tormenta RPG, como na mesa normalmente não temos nenhuma civilização histórica que citei agora, o corvo pode ter qualquer significado, mas como somos frutos de uma civilização cristã ocidental, normalmente associamos ele ao mau presságio. O mestre pode ou não utilizar, colocando assim o conhecimento geral dos jogadores a prova, e separar o conhecimento deles dos personagens, dando margens as mais variadas interpretações.

No caso de Tormenta, ou qualquer outro RPG com uma “civilização” bárbara, o corvo normalmente vai ser uma associação totêmica relacionada à deus(a) da natureza, no caso de Tormenta Allihanna. Nesse caso ela teria o mesmo significado dos gregos, símbolo do primórdio da vida e da criação, e como um pássaro, um símbolo de poder sobre todos os outros seres.

Mas lembrem-se PJ’s espertinhos, o mestre pode subverter todo e qualquer significado na campanha, então cuidado com o meta-game.

Até a próxima semana… Mephyros

RPG e miniaturas

Ontem estava tendo uma boa conversa com o Daurus sobre preguiça, RPG, Old Dragon, Brasil, política, estudo e essas coisas da vida. Quando ele falou em um desejo de comprar miniaturas. Daí me veio na cabeça, qual a função real delas em uma mesa, resolvi escrever um pouco da minha experiência utilizando estas em mesa, para isso irei utilizar dois sistemas diferentes, e demonstrar como utilizar (ou não) em cada sistema. Os dois sistemas serão o Storyteller e o D20 (no caso, Tormenta).

 

No caso do sistema Storyteller é altamente dispensável o uso de miniaturas, visto até que, em nenhum momento se faz necessário o uso das mini’s. Por que o próprio sistema prioriza uma descrição altamente detalhada das cenas e das posições em que os personagens se encontram. O que também nos leva ao problema de descrições altamente detalhadas, e por consequência, demoradas. O narrador tem que usar e abusar da criatividade para descrever as pessoas e locais em que os PJ’s estão localizados.

Mas o maior problema em se descrever no Storyteller são os combates, principalmente quando se utilizam o cenário como vantagem (no caso mais comum os Nosferatu) ou quando há uma excessiva movimentação dos PJ’s e NPC’s como também vários personagens em cena.  Utilizar miniaturas em Storyteller seria uma boa em combate, mas no demais, nas outras situações, no caso o mais comum (pelo menos deveria ser), elas apenas seriam dispêndio de dinheiro.

 

Já no D20 a história é outra, utilizar miniaturas chega a ser quase vital. Visto que o sistema em si é um sistema militarista, que é altamente priorizado pro combate e muitas escaramuças, utilizar miniaturas para marcar os NPC’s e os PJ’s em cena é o mais comum quase todo o tempo, principalmente em sessões em que os PJ’s se enfiam em cavernas/templos/qualquer-coisa-perigosa pra realizar uma determinada missão, visto que uma descrição detalhada demais poderia tomar um tempo precioso, utilizar as miniaturas pouparia um tempo precioso que poderia ser utilizado no foco principal do sistema, o combate (e antes que reclamem, vão estudar a origem do RPG, e no caso do D&D em si… *afiando a espada longa anti-reclamão +3).  Como o sistema D20 em si utiliza muito a questão de espaço de personagem, área ocupada, movimentação e essas coisas quase como um “Heroes of Might and Magic 3″ se torna um sistema quase impossível de se mestrar sem ajuda das minis, mas não é uma missão impossível, só vai se precisar de bastante criatividade, e um tempo de preparação maior para a aventura.

 

Com essas idéias jogadas agora, dá pra notar que não é impossível jogar o sistema D20 sem miniaturas, basta ter uma boa criatividade descritiva e uma preparação das cenas para que elas não se tornem a mesmice de “uma sala úmida e fria da catacumba com alguns sarcófagos”. E novamente, antes que reclamem, D&D é sim um sistema voltado pro combate, quer vocês queiram ou não, oras, ele veio do Wargame, o que mais queriam?

Shotgun Diaries – Dia 1 – Diario da Delicia

Hoje saí de casa na intenção de entender o que está acontecendo com todo mundo. O colega que divide o apartamento comigo também ficou muito doente e tentou me atacar, tive que trancá-lo no quarto dele.  Bom não tem energia e a bateria do meu Ipad não vai durar muito. Não dá pra entrar na internet, aliás, não dá pra fazer absolutamente nada. Fui pra 9 de Julho, afinal os caipiras de cidade pequena vivem na avenida principal, mas comecei a ver alguns leprosos subindo a rua, achei melhor parar no Paineiras. O lugar já tinha sido saqueado, estava tudo em frangalhos, afinal para o ser humano tudo é motivo para zona e vandalismo.

Conheci uma moça a Kamilla e o Thomas, pessoal bacana.  Tinha um segundo grupo a frente com uma loira altona, uma policial e um armário. Um segurança do shopping machucou a perna ao fechar uma das portas com rapidez e uma mãe desnaturada deixou a criança lá e sumiu.

Bom resolvemos ficar juntos, afinal sabe-se lá o que está acontecendo e unidos teremos mais força pra lutar contra esse bando de doentes. Nunca acreditei em nada mas acho que passei a acreditar em zumbis, que brilham no escuro.

Antes de sairmos em busca de auxílio a Kamilla saiu pra buscar alguns remédios na farmácia da frente mas só tinha Tylenol. Ah meu Deus! Ainda bem que ela foi rápida mas quase foi pega por um bando de pessoas quando o Thomas e o Gabriel fizeram tochas e atiraram neles e ela correu pra cá. Esses meninos são fortes pra burro mas o Gabriel fala demais por isso ele fez questão de trazer walkie-talkies com a gente, ele não ia conseguir ficar sem falar nem um minuto. O Thomas me ajudou numa barricada, pq as coisas queriam entrar pelo estacionamento enquanto a Kamilla tentava achar um carro cuja chave eu achei no balcão do restaurante.

Bom, fomos para o GAC  e contra minha vontade quiseram levar a criança e o segurança machucado, não podemos cuidar de nós mesmos quanto mais deles. Ainda bem que os militares os aceitaram, mas não a nós. Tivemos que partir pra outra. Antes de ir, o pneu de nosso carro furou e fomos devagar na frente.  A loira trocou o pneu com uma rapidez descomunal e nem desceu do salto.

Paramos no colégio agrícola e o lugar estava infestado de demônios. Mas a gente deu um jeito nos trapos e nossa, eles fedem e aqui estamos. Sei que ninguém vai ler isso, mas quero agradecer aos filhos da mãe dos militares por nos darem dois pacotes de Doritos pra gente morrer de sede e de obesidade mais cedo.

Preciso entender o que está acontecendo e dar um jeito de sair daqui rapidinho. Como o Google me faz falta =P

Shotgun Diaries – Dia 1 – Diario da Carla

Nosso refugio no Paineiras não parecia mais seguro. Havia muitos zumbis por perto e a impressão é que ruiria a qualquer momento.

Kamilla saiu para procurar remédios e produtos de higiene na farmácia mas conseguiu pouca coisa. Tomas deu cobertura e Gabriel matou 2 zumbis que a atacariam.

Delícia (delícia, assim você me mata, haha – sim a música de Michel Teló sobreviveu ao apocalipse zumbi) traçou estratégias no Paineiras para nos proteger, como pilhar armas ou possíveis armas, e construiu uma barricada.

Fui com o Gabriel e a Lara no Zelão procurar roupas de couro resistentes, luvas e capacetes para nossa proteção. Encontramos apenas 6 luvas, 2 capacetes e 2 jaquetas.

Assim que voltamos tivemos a certeza que o lugar não era seguro.

Gabriel dirigindo muito bem atropelou e matou vários zumbis. Ele teve a ideia de irmos ao 12º GAC.

Fugimos de lá e fomos até o batalhão do exército. Mesmo Lara  tendo como contato o comandante, não nos ajudaram muito. Nos disponibilizaram pouquíssimo suprimento. Pelo menos cuidaram da criança e do ferido.

Fomos no sentido da Serra do Japi e no caminho encontramos suprimentos como pilhas e um pouco de comida. Lara me salvou ao atirar certeiro em zumbis que se aproximariam de mim enquanto corria de volta da pilhagem sem sucesso em uma loja de conveniência.

Acabamos por parar no Colégio Agrícola, onde matamos todos os zumbis do prédio e estamos aqui hoje. Vamos esperar amanhecer para chegarmos a serra e procurar mais coisas pelo colégio.

Shotgun Diaries – Primeira aventura

Sábado foi o dia em que testamos o pequeno, mas muito divertido Shotgun Diaries.

Primeiro vou colocar uma pequena resenha desse RPG (retirada do site da Redbox Editora):

“The Shotgun Diaries emula com perfeição toda a emoção dos filmes de zumbis. Controle seu medo, proteja seu refúgio e nunca, jamais descuide de seus suprimentos!

Com suas regras e mecânicas simples porém muito bem amarradas, The Shotgun Diaries é um jogo tenso, onde a morte espreita a cada jogada de dado com você, na ponta da cadeira!

Não perca a empolgação levando horas para preparar seu jogo. The Shotgun Diaries é extremamente rápido na preparação de personagens indo direto na diversão!”

Enfim, é um jogo de sobrevivência num apocalipse zumbi, com narrativa compartilhada e sem fichas de personagem. O que sinceramente eu achei muito interessante.

Vou confessar uma coisa, não fui um bom mestre zumbi nesse jogo. Algumas ações dos personagens eu tentei interferir. Esse lance de narrativa compartilhada é muito diferente do que a maioria dos mestres está acostumado e podemos deixar alguns jogadores desconfortáveis, mas isso tente a melhorar e o jogo fluir normalmente.

A primeira aventura ocorreu no centro de Jundiaí, cidade em que todos moramos e no decorrer da mesma, os personagens viram que não é tão fácil sobreviver. Quando estavam saindo do refugio no centro da cidade, os “descerebrados” entraram no refugio e todos tiveram que correr. Foram até o batalhão do exército que não deram abrigo ao grupo e eles foram em direção à Serra do Japi.

Assim que alguns dos diários forem digitados irei colocar aqui.

Deem idéias do que pode acontecer com nossos personagens!

Guia da Trilogia, capa anunciada

Boa notícia para os RPGistas que gostam do maior cenário nacional de RPG.

A capa do Guia da Trilogia acabou de ser anunciada pela Editora Jambô.

O livro vem acrescentar as nossas partidas de Tormenta os aspectos presentes na trilogia de romances escritos por Leonel Caldela que se passam no cenário de Tormenta. E segundo o próprio autor o livro terá mais páginas que o próprio livro básico do cenário. \o/

Boa notícia para nós que já começamos o ano com um lançamento de peso, e pra quem está animado a Jambô ainda lançou um sorteio via twitter.

Só twittar a seguinte frase para concorrer. Tweet

Holy Avenger de volta!

Sei que vocês vão se perguntar, se ele posta sobre RPG por que está escrevendo sobre quadrinho?

Resposta simples, Holy Avenger está voltando pessoal. E você pergunta: “O que isso tem com o RPG?”

Resposta simples jovens padawans, Holy Avenger se passa em Arton que é o mundo de Tormenta e o nosso maior, melhor e favorito mundo de RPG, e pros que não sabem, o maior mundo de RPG criado no Brasil pelo Trio Tormenta (J.M. Trevisan, Marcelo Cassaro e Rogério Saladino).

Pra quem se interessa, esse é o relançamento da saga da druida Lisandra junto com Sandro Galtran e Niele em busca dos Rubis da Virtude. Pra quem já leu nada de novo exceto pelo fato que é uma versão encadernada e com novas capas feitas pela própria Erica Awano a desenhista original. *-*

Yes, melhor mundo de RPG de todos em quadrinhos, isso sim é começar o ano com chave de ouro hein Jambô Editora?

Link do anuncio

Que Nimb role bons dados para todos e que chegue logo HA, vou garantir logo o meu.

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