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Simbolismo #3 – Criação

E finalmente chegamos a parte final do nosso grimório sobre simbolismo no RPG… =)

Não, não vou falar de origem do mundo, até por que em RPG é o que mais se tem, vou dar dicas de como criar seus próprios símbolos e sair da mesmice de depender de material oficial ou símbolos já existentes.

E vamos ao que interessa…

Símbolo: É o visual em si. Aqui você define como ele é, o que é e tudo o mais que se refira a parte estética.

Significado: O que ele significa para as pessoas que o utilizam

Utilização: Aqui é definido em que esse símbolo é utilizado, expulsão do mal, cura, etc.

Origem: Não é origem histórica, mas se é um símbolo de origem mundana, divina ou profana (importante de se definir isso)

Nível de conhecimento: Aqui se define o quanto ele é conhecido, de muito comum para um símbolo que está em quase todos os lugares a símbolo perdido para aqueles apenas encontrado em ruínas esquecidas.

Variações: Sim, todo símbolo tem variações do seu original com o mesmo significado, ou semelhante.

Bom, espero que ajude a nossos grandes mestres a surpreender (mwhahahaha) seus jogadores, e a aflorar a criatividade, por que eu mesmo acho um saco ter que usar apenas um símbolo divino pra cada deus em Tormenta. Que Nimb role bons dados a todos…

Sexta musical – Folk Metal

Hello, hoje quem vós escreve é o emissário de grimórios RPGistas… Mephyros.

Vamos a mais uma sexta musical com um estilo que está entre os meus favoritos, folk (incluindo o folk metal).

E vamos ao que interessa…

Agora chegamos ao fim dessa sexta musical, se sintam um pouco mais medievais agora… =)

Mephyros.

Simbolismo #2 – A cruz

Nossa segunda parte da matéria tratando o simbolismo dentro do RPG, vamos falar de um dos símbolos mais universais da humanidade, a cruz.

Para nós ocidentais modernos, a cruz é associada ao suplício e a dor, relembrando a morte de Cristo. Mas para vários outros povos da antiguidade ela tinha outro significado, como por exemplo para os chineses que representa a ideia de universalidade e plenitude, inteiro, perfeito, completo, extremo. Assemelhando-se com os hebreus que tomam a cruz como o símbolo da vizinhança, amizade, fartura, etc.

Muitos outros povos usaram a cruz em sua cultura ou ritos, como símbolo da vida (egípcios antigos), como representação dos quatro elementos (cabala) entre outras.

Diferentemente do simbolismo do corvo (que retratei na semana passada) a cruz é um símbolo muito variado em interpretações, fazendo com que possamos dar o significado que quisermos a ela dentro da campanha.

Mas vamos para o mais comum a nós, a cruz como representação de um deus bondoso, no caso de Tormenta Khalmyr. Sim, Khalmyr pode ser representado pela cruz em sua campanha. Seria até surpreendente pros jogadores acostumados com os clérigos e paladinos portando estandartes com uma espada e uma balança. Mas se você observar a própria cruz seria uma espada cerrada ao chão. Então em vilarejos mais distantes teríamos a representação de Khalmyr como uma cruz, mostrando assim a justiça do deus (que nem sequer precisa ser conhecido por esse nome, assunto pra outra matéria).

Mas podemos surpreender mais ainda os jogadores, pois como visto em uma das representações da cabala a cruz pode representar os quatro elementos, sendo assim a representação da natureza, então poderíamos usa-la para representar a deusa Allihanna ou então algum outro deus ligado ao mundo natural (Lena por exemplo).

Por sua variedade de formas e representações podemos usar a cruz como quisermos nas campanhas, mas o mais legal é surpreender os jogadores, que tal uma cruz de Tenebra? (shuriken de quatro pontas)

Até a próxima, Mephyros.

Simbolismo #1 O Corvo

Voltamos com nossa coluna semanal de RPG, com mais um projeto megalomaníaco meu, dessa vez escrevendo dicas de como usar o simbolismo nas suas campanhas.

No primeiro ponto vou usar um símbolo bastante conhecido, e muitas vezes mal usado pelos mestres, por simples falta de informação acerca do próprio significado.

Vamos lá, remetendo aos primórdios… O corvo na Grécia e outras civilizações antigas ele era associado como um simbolo de magia e primórdio, por sua cor preta que é vista como concentrador de energias e como o escuro primordial criador do universo. Já no medievo, o corvo é visto como sinal de mau agouro por parte do povo, mas grande parte dessa cultura veio devido à Igreja que deturpou todos os símbolos das culturas precedentes.

Então, aqui já vemos dois significados diferentes pro mesmo símbolo. Na mesa de jogo, o mestre é livre pra decidir qual significado usar, ou até inventar outro mais apropriado à sua campanha.  Normalmente os símbolos são vistos em sonhos, visões ou profecias, e em cada uma delas ele tem um modo próprio de ser interpretado.

Nos sonhos ele é ou não aquilo normalmente conhecido, sonhos são enganadores, então a presença do próprio símbolo pode ser totalmente o oposto ao normalmente conhecido. Em visões é que a coisa complica, por que elas nunca ficam claras até que se realizem, ou estejam muito perto de se realizar, nesses casos o símbolo pode ter qualquer significado. E em profecias, eles têm sempre o significado mais comum dada pela população local.

Agora voltando em como utilizar em mesa, como sempre um foco em Tormenta RPG, como na mesa normalmente não temos nenhuma civilização histórica que citei agora, o corvo pode ter qualquer significado, mas como somos frutos de uma civilização cristã ocidental, normalmente associamos ele ao mau presságio. O mestre pode ou não utilizar, colocando assim o conhecimento geral dos jogadores a prova, e separar o conhecimento deles dos personagens, dando margens as mais variadas interpretações.

No caso de Tormenta, ou qualquer outro RPG com uma “civilização” bárbara, o corvo normalmente vai ser uma associação totêmica relacionada à deus(a) da natureza, no caso de Tormenta Allihanna. Nesse caso ela teria o mesmo significado dos gregos, símbolo do primórdio da vida e da criação, e como um pássaro, um símbolo de poder sobre todos os outros seres.

Mas lembrem-se PJ’s espertinhos, o mestre pode subverter todo e qualquer significado na campanha, então cuidado com o meta-game.

Até a próxima semana… Mephyros

RPG e miniaturas

Ontem estava tendo uma boa conversa com o Daurus sobre preguiça, RPG, Old Dragon, Brasil, política, estudo e essas coisas da vida. Quando ele falou em um desejo de comprar miniaturas. Daí me veio na cabeça, qual a função real delas em uma mesa, resolvi escrever um pouco da minha experiência utilizando estas em mesa, para isso irei utilizar dois sistemas diferentes, e demonstrar como utilizar (ou não) em cada sistema. Os dois sistemas serão o Storyteller e o D20 (no caso, Tormenta).

 

No caso do sistema Storyteller é altamente dispensável o uso de miniaturas, visto até que, em nenhum momento se faz necessário o uso das mini’s. Por que o próprio sistema prioriza uma descrição altamente detalhada das cenas e das posições em que os personagens se encontram. O que também nos leva ao problema de descrições altamente detalhadas, e por consequência, demoradas. O narrador tem que usar e abusar da criatividade para descrever as pessoas e locais em que os PJ’s estão localizados.

Mas o maior problema em se descrever no Storyteller são os combates, principalmente quando se utilizam o cenário como vantagem (no caso mais comum os Nosferatu) ou quando há uma excessiva movimentação dos PJ’s e NPC’s como também vários personagens em cena.  Utilizar miniaturas em Storyteller seria uma boa em combate, mas no demais, nas outras situações, no caso o mais comum (pelo menos deveria ser), elas apenas seriam dispêndio de dinheiro.

 

Já no D20 a história é outra, utilizar miniaturas chega a ser quase vital. Visto que o sistema em si é um sistema militarista, que é altamente priorizado pro combate e muitas escaramuças, utilizar miniaturas para marcar os NPC’s e os PJ’s em cena é o mais comum quase todo o tempo, principalmente em sessões em que os PJ’s se enfiam em cavernas/templos/qualquer-coisa-perigosa pra realizar uma determinada missão, visto que uma descrição detalhada demais poderia tomar um tempo precioso, utilizar as miniaturas pouparia um tempo precioso que poderia ser utilizado no foco principal do sistema, o combate (e antes que reclamem, vão estudar a origem do RPG, e no caso do D&D em si… *afiando a espada longa anti-reclamão +3).  Como o sistema D20 em si utiliza muito a questão de espaço de personagem, área ocupada, movimentação e essas coisas quase como um “Heroes of Might and Magic 3″ se torna um sistema quase impossível de se mestrar sem ajuda das minis, mas não é uma missão impossível, só vai se precisar de bastante criatividade, e um tempo de preparação maior para a aventura.

 

Com essas idéias jogadas agora, dá pra notar que não é impossível jogar o sistema D20 sem miniaturas, basta ter uma boa criatividade descritiva e uma preparação das cenas para que elas não se tornem a mesmice de “uma sala úmida e fria da catacumba com alguns sarcófagos”. E novamente, antes que reclamem, D&D é sim um sistema voltado pro combate, quer vocês queiram ou não, oras, ele veio do Wargame, o que mais queriam?

Feliz Dia da Mulher

 

A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação do trabalho feminino, na indústria. As condições de trabalho, eram motivo de frequentes protestos por parte das trabalhadoras. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Yorque, Berlim, Viena e São Petersburgo.

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos EUA, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova Yorque.

Em 25 de março de 1911, um incêndio em uma fábrica da  Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores – a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. É provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário  coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erradamente  considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução Russa. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de fevereiro. Trotsky assim registrou o evento:“Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 60, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977.
Esse “pequeno” texto é um pouco da história da origem do Dia Internacional da Mulher (recebeu alguns cortes pra não ficar muito extenso), e é com orgulho que eu e todos que fazemos desejamos um FELIZ DIA DA MULHER com letras garrafais. Sejam mães, avós, irmãs, donas-de-casa, executivas, mecânicas, jovens, idosas, loiras, morenas… Por que vocês merecem, por todas as lutas e conquistas.

Blogs e seus memes

Passeando pelos blogs essa semana notei uma coisa nos blogs, mais especificamente nesses blog de memes, a maioria deles tem apenas piadas repetidas e/ou repostadas de outros blogs com o mesmo tipo de conteúdo.

Isso me faz pensar no quão cansativo e chato deve ser acompanhar vários deles, e ver em semanas diferentes uma ou outra postagem que você já viu em outro blog.

Existe um certo viral em cima desses memes, estão em quase todos os lugares da internet que você vá, mas acontece que eles tornam as piadas repetitivas por que de algum modo elas têm de terminar com um mesmo fim. Não que eu esteja falando para não vermos, pois eu mesmo acompanho vários desses blogs, mas sim que não seja resumido a apenas memes.

Aproveitando também, pra quem curte RPG (já que é minha coluna a priori) o blog RPGVale tem uma sessão semanal com tirinhas sobre RPG. E algumas bem engraçadas por sinal, o RollD6.

Terminando a postagem com uma tirinha retirada de um dos blogs (não lembro qual, desculpem) a algum tempo atrás…

Guia da Trilogia, capa anunciada

Boa notícia para os RPGistas que gostam do maior cenário nacional de RPG.

A capa do Guia da Trilogia acabou de ser anunciada pela Editora Jambô.

O livro vem acrescentar as nossas partidas de Tormenta os aspectos presentes na trilogia de romances escritos por Leonel Caldela que se passam no cenário de Tormenta. E segundo o próprio autor o livro terá mais páginas que o próprio livro básico do cenário. \o/

Boa notícia para nós que já começamos o ano com um lançamento de peso, e pra quem está animado a Jambô ainda lançou um sorteio via twitter.

Só twittar a seguinte frase para concorrer. Tweet

Holy Avenger de volta!

Sei que vocês vão se perguntar, se ele posta sobre RPG por que está escrevendo sobre quadrinho?

Resposta simples, Holy Avenger está voltando pessoal. E você pergunta: “O que isso tem com o RPG?”

Resposta simples jovens padawans, Holy Avenger se passa em Arton que é o mundo de Tormenta e o nosso maior, melhor e favorito mundo de RPG, e pros que não sabem, o maior mundo de RPG criado no Brasil pelo Trio Tormenta (J.M. Trevisan, Marcelo Cassaro e Rogério Saladino).

Pra quem se interessa, esse é o relançamento da saga da druida Lisandra junto com Sandro Galtran e Niele em busca dos Rubis da Virtude. Pra quem já leu nada de novo exceto pelo fato que é uma versão encadernada e com novas capas feitas pela própria Erica Awano a desenhista original. *-*

Yes, melhor mundo de RPG de todos em quadrinhos, isso sim é começar o ano com chave de ouro hein Jambô Editora?

Link do anuncio

Que Nimb role bons dados para todos e que chegue logo HA, vou garantir logo o meu.

RPG Jukebox

Como falei no post anterior sobre o RRPG pra jogar via net, vou aproveitar pra agora falar sobre uma ferramenta que ele utiliza, a mesa de som. Link do post anterior

Com a mesa de som você pode colocar disponível para os jogadores um sistema de som ambiente, ou mesmo músicas. A parte interessante é que deixa com um clima a mais de proximidade com o cenário. Você pode disponibilizar som ambiente até das feiras populares da idade média, ou algum outro momento que se passe em sua campanha.

Mas como trazer isso pra sua mesa?

Simples, só pegar esses sons ambientes/músicas e gravar em 1 cd ou dvd e deixar rolar no som pertinho do pessoal enquanto estiver jogando, mas lembre-se, é som ambiente, ele nunca deve ser alto o suficiente pra que os PJ’s tenham de levantar as vozes, a não ser claro que a cena se passe em 1 balada (muito comum em VtM).

E não é nada difícil de achar músicas que se encaixem, só um pouco de busca na interned que você acha o que precisa, mas claro tem umas dicas. Campanhas de VtM ficam muito legais com gothic e gothic metal, além da trilha sonora do Castlevânia e do filme “A Rainha dos Condenados”. Já no D&D ou alguma outra mesa com tema medieval nada melhor que um bom folk como a banda espanhola “Mägo de Oz”.

Mas claro, toda essa utilização de som precisa de sua dosagem, nem sempre se encaixa, então você fica quase como um “dj do RPG”, o que é trabalho em dobro pra você, mas se for bem executado é muito recompensador. E sempre tem aqueles players que preferem concentração total, bom, nesses casos deixe eles imaginarem tudo.

Mephyros

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