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Livros, a internet e o RPG

Nos últimos meses fiquei pensando no meu post sobre a Promoção sangue novo da Devir. Assim, estou aqui mais uma vez para falar sobre um tema delicado. A famigerada pirataria.

Sim meus amigos, a pirataria de nossos “amados” livros. Hoje vivemos num mundo globalizado e todos os livros (ou quase) estão na internet em formato eletrônico. Sei disso pois já fiz vários downloads de livros sem tradução no Brasil.

Contudo eu sinceramente não gosto da pirataria de livros. Sendo o mundo perfeito, aquele em que todos nós termos acesso aos livros em nossa língua nativa por um preço justo.

Posso dar o exemplo do livro Old Dragon em PDF, pelo qual realmente procurei para download, mas não obtive sucesso. Tive que esperar um tempo ainda para a compra do OldDragon em pdf oficialmente pela sua editora. Sendo que o OldDragon é na minha opinião um RPG bem-sucedido no mercado brasileiro, a sua “não-pirataria” é não só uma surpresa como uma evolução do mercado editorial. Por outro lado, temos os grandes manuais da Devir aos montes para Download.

Então venho propor não só a Devir, mas como a todas as editoras, uma quebra de paradigma com relação aos seus acervos. Disponibilizem para venda seus arquivos eletrônicos (PDF, epub, kindle, etc.) por um valor justo e acessível, não o valor impraticável que temos hoje.

De maneira nenhuma eu acho que isso irá quebrar o mercado de livros no Brasil, acredito que o mercado va sim ter uma grande valorização. Mas por que isso gordinho?!

Respondo! Eu comprei um livro eletrônico. Gostei do que li e quero guarda-lo, eu compraria este livro sem nenhum problema. Ainda mais se o livro tivesse uma edição especial ou com capa dura. Sem ter os (pra mim) inconvenientes do eletrônico, como a necessidade de um equipamento para ler, a luminosidade do LCD ou ainda a necessidade de energia elétrica para carregar a bateria do gadget.

Assim como o disco de vinil não morreu na era do MP3 e do CD/DVD, os livros dificilmente irão morrer, pois não precisam de nenhum equipamento, podem ser lidos durante o dia e sua qualidade é inegavelmente acima da média.

Espero que gostem das minhas opiniões. Comentem e sejam felizes. Leiam, joguem, mestrem e principalmente divulguem nosso Hobby.

RPGCon por Mestre Urbano

Meu primeiro texto aqui nesse espaço e espero que não seja o último.

Foi ontem, é hoje e, espero que seja sempre o RPG o motivo de muitas alegrias. E nada como um encontro para representar essa energia, reunir e conhecer amigos. Também tietar aqueles que fizeram do hobby uma maneira de viver.

No último dia 9 de julho, no colégio Santa Amália, ao lado da estação de metrô Saúde, graças aos deuses rpgísticos, uma fila tímida se formava. Algumas pessoas passavam imaginando o que acontecia para reunir tipos tão diferentes. Isso porque, camarada, não somos mais nerds de óculos fundos de garrafa e acanhados. Na verdade ainda temos alguns exemplares do antigo estereótipo. Porém, podíamos ver todos os estilos e formas de representação (pontos de XP para todos). O que mostra que o hobby se renovou, “abraçando” jovens, velhos (mesmo sendo novos nos jogos de dados, papel e imaginação), meninas (o que ainda faz alguns virarem o nariz, de maneira bem estranha – sobre isso leiam a matéria do Remo DI Sconzi na Mamute 2 e outros “tipos”.

Ainda na fila tive a primeira surpresa do dia, quando um dos donos da festa, J. M. Trevisan cumprimentou esse que escreve (para muitos, isso não é nada, mas pra mim é muito). Não consegui entrar como colaborador desse humilde blog, pois deu algum rolo. Quem sabe ano que vem. hehehehe.

A FRI (Feira de Rpg Independente) tinha ótimos produtos, mostrando a força que surgiu dos fãs:

 

- O fanzine Manute 2, que é meu preferido, direto de Minas;

- Coisinha Verde com seu Mighty Blade;

- O gigantesco Ohmtar chamando a atenção;

- Red Box (com a venda de pdfs);

- E o Tagmar marcaram presença.

Gostei da distribuição do espaço, fora para o pessoal de Simulação de Batalha Medieval que tinha pouco espaço para o que pretendiam fazer.

Pude conferir que a tecnologia já esta na alma, ops, nas mesas, com um grupo estava jogando rpg e o mestre usando um tablet para puxar as informações. Geek Rules! As lojas estavam quase todas presentes, com megas lançamentos, veja No .20.

Até a Conclave estava lá. Não sei por que a Moonshadows não deu as caras.
Na salas, muitas coisas para ver e fazer. Tanta coisa que seria impossível participar de todas. De palestra sobre ufologia a bate-papo de podcasters, conversa de blogs, salas clássicas, como a do pessoal do Senhor dos Anéis, o grupo de modelagem, com trabalhos realizados na feira, e o Leilão que atraiu uma fila enorme antes de começar.

Já que a matéria atual da minha pós é Game Design, algo que me agradou muito foram as várias empresas com jogos de tabuleiro e cartas para todos os gostos. Opções gringas e nacionais, que faziam coçar a mão, mas, por sorte ou azar, eu estava sem dinheiro uhahuahu.
XP extra para empresa Hydra que distribuiu um jogo de cartas e diversas expansões em outras mesas para o mesmo jogo.

Não podia faltar o pessoas dos dentes pontudos ou os peludos da lua cheia. A galera do World of Darkness com o novo sistema Storytelling marcando uma Rave, ops, LIVE.

Encontrei meu parceiro de blog, Daniel “Ragabash”, e sua esposa estreante em eventos de doidos, Ângela. Além do legado rpgista em forma de guri, o pequeno Micael. Com um pouco mais de 1 ano todo serelepe, mesmo sem saber por que estava ali. uhahahuahua
Seguimos com mais fotos e autógrafos no meu Tormentão, como diria o simpaticíssimo Rogério Saladino, com quem tive o prazer de bater um papo. Gustavo Brauner (quase um inglês hauha), Guilherme, Leonel sentaram a caneta no livro. Faltou o Cassaro, que só foi no domingo. Levei meus Dragões de Éter para o Raphael Draccon assinar, mas o maldito ninja não foi encontrado. Ele disse que estava lá, mas eu não vi hahuauhauha.

Almoço para matar a saudades do amigo que vejo pouco e acertar algumas coisas para o meu blog. Azucrinar a esposa dele e ver o pequeno Micael feliz com canudinhos.

Papo doidimais com um dos caras da Secular (infelizmente não tive chance de falar com o outro mineiro, Tio Nitro, mas sempre haverá outro evento para isso ahuauhahu). Violentina, do Eduardo Caetano, me interessou muito. Procurem saber sobre.

Umas das grandes bombas foi a Retro Punk trazendo o Savage Worlds. Na palestra das editoras tive o prazer de conhecer um dos camaradas blogueiros e de twitter, Mestre Leandro e seu amigo Rafael.

Partimos para a compra de miniaturas e lá estava ele, o Dragão Branco Gargantuan Icingdeath, me olhava, quase caía uma lágrima de gelo do seu olho querendo ser levado. “Ainda não é nossa hora”, eu disse pra mim mesmo pensando em quanto tinha na conta bancária.

Mais alguns autógrafos, agora no Tormentão do Leandro. Tentamos “dar uma de migué” e saber onde rolaria a lendária cervejada pós-evento, mas sem sucesso com os nobres fomos para taverna mais perto.

E lá, amigos, fomos surpreendidos novamente. Além de ser confundido com o Trevisan (de novo), começamos a bater um papo com dois rapazes e a namorada de um deles (oriundos das terras do Rio de Janeiro). Quando, na troca de emails um deles vira e pergunta: – Tu que é o Mestre Urbano?! Imagine minha cara do tipo: – Depende… Huauhauha Quem perguntou isso foi Igor @ordemnocaos, que estava acompanhado da namorada Tatiana. Eu tinha comentado um texto dele muito bom no excelentíssimo RPGVale. Puta coincidência.

Nesse papo descontraído, Guilherme (@_GuiRezende) convidou para bebermos em outro lugar e aí que terminamos nossa noite em um buteco na Santa Cecilia discutindo regras do TRPG, D&D 3.5 e falando das nossas mesas.

Pois é meu queridos PCs, não pude comparecer no domingo, por isso vou pedir a ajuda de vocês. Deixem no comentário ou mandem um email dizendo algo que gostou no domingo ou até mesmo no sábado, afinal, não consegui ver tudo. Envie suas fotos também para um post montado por vocês.

 

Espero no próximo evento acompanhar o dono dessa bagaça (@luismarsoti) e todos os membros do @4_nerds. Além de conhecer os amigos de internet (@savioyoda @Lauraniz_ @Daniel_DarkWolf @Talude @cristianolagame @tionitro @BernardoStamato @casadosdragoes @guardiaotemplo, entre outros) E, quem sabe, fazer algo mais participativo.

Termino com um pequeno texto meu.

“Na minha primavera vivi jornadas nas histórias contadas pelos velhos e escritas nos livros. O Verão foi cheios de aventuras com meus amigos usando dados e papeis. Agora no outono da minha vida criar histórias que só existem na minha mente. E espero quando o inverno chegar, como um bom avô, contar aos meu netos histórias fantásticas, para que o ciclo recomece”

Mestre Urbano

PROMOÇÃO – OldDragon

Fala galera!!!

Vamos para mais uma promoção do 4Nerds?

Como alguns ja sabem, este mês é o aniversário deste humilde blog. Então nada mais justo que nossos queridos leitores ganhem um presente correto?

Este incrivel presente nos foi enviado pelo pessoal da RedBox Editora. Um OldDragon primeira impressão autografado pelo proprio Mr. Pop.

Logo Old Dragon

 

 

 

 

 

 

 

 

Nós do 4Nerds estamos muito felizes com este presente que ganhamos e vamos repassar a apenas UM sortudo.

Para participar é muito facil! No Twitter é só colocar a seguinte mensagem:

“Quero ganhar o OldDragon! Siga o @4_nerds e RT nessa mensagem para concorrer! http://migre.me/5ggOn”

O Sorteio irá ocorrer no dia 27/07/2011.

Resenha OldDragon

Olá!
Hoje, após a entrevista com o Mr. Pop da RedBox, estou disponibilizando a resenha do OldDragon todos. Espero que gostem, pois sou chato demais com as minhas descrições… hehehe

Vamos lá!
Vou separar a resenha em três pontos diferentes:
1 – Aspectos Técnicos do livro;
2 – Escrita, entendimento, e clareza das informações;
3 – Diversão, ideias e curiosidades.

Vou começar pelo Óbvio.

1 – Aspectos Técnicos:
O livro tem uma encadernação muito boa. A capa vermelha, brilhante, a ilustração que pra mim lembrou a capa do finado AD&D da Abril. As paginas internas tem uma gramatura boa, embora para o meu gosto a pagina seja um pouco fina, mas nada que atrapalhe a leitura. As margens estão no padrão para os livros deste tamanho.

Qualidade da impressão é, pra mim, acima da média dos livros “normais”, pois sempre encontramos alguns erros de impressão ou algumas pequenas imperfeições no papel. Desta vez foi diferente. Não encontrei nenhum erro de impressão ou no corte. Realmente um trabalho muito bom da gráfica que imprimiu o livro.

A Diagramação é boa, muito bem feita e de uma “suavidade” que se vê em poucos livros de RPG. Digo suavidade, pelo fato do livro ser monocromático e toda a diagramação ser consistente sem perder nenhum elemento. Apenas em algumas tabelas fiquei bem confuso com o fato de o texto descritivo acabar depois da tabela e eu ter que voltar a pagina para ler a tabela com detalhes. Isso fica evidente na descrição dos dragões, que possui a introdução ao monstro, duas folhas de tabelas dos dragões e a continuação das descrições do dragão. Nada que atrapalhe a leitura.

As partes dos índices no final do livro ficaram muito boas. Coisas que normalmente faltam nos livros de RPG normais. As fichas de personagem e magias estão muitíssimo bem feitas também.

Ficha técnica:
Editora: RedBox Editora
Autor: Antonio Neto & Fabiano Neme
Idioma: Português
Número de páginas: 160
Dimensões: 21×14 cm – (A5)
Acabamento: Brochura – papel couché (brilho)

2 – Escrita, entendimento, e clareza das informações:

Os autores tomaram o cuidado de deixar tudo bem claro para as pessoas entenderem. Nada no livro é complicado ou muito extenso. Tudo é conciso e simples, mas sem perder nada da “magia” de sistemas de RPG OldSchool. O OldDragon me lembrou muito o antigo AD&D, mas com regras muito boas com uma pitada do D&D 3.x..

As regras para criação de personagens são apenas a primeira parte do livro, liberado para os jogadores. Nesta parte, os autores dão total foco aos personagens, dão dicas de interpretação, dicas raciais para anões, elfos e halflings e também dica de como os mestres podem usufruir melhor das raças do jogo. Esta primeira parte do livro é imensamente importante para jogadores e mestres, pois todas as regras estão lá. De fácil acesso e de facílimo entendimento.

Na parte do mestre, a escrita continua no mesmo ritmo, fácil e concisa. As descrições dos mecanismos do mestre são feitas rapidamente, sem deixar nada a desejar. Todas as regras e dicas para se montar aventuras e montagens de tesouros, armas magicas também é fácil e rápido.

A sessão de monstros é um livro a parte. Mesmo com apenas 70 monstros, os autores conseguem deixar as aventuras muito perigosas. Sem querer dar spoilers, mas um dos monstros mais perigosos é um com apenas um PV. Jogadores tomem cuidado com seus mestres de OldDragon.

3 – Diversão, ideias e curiosidades.

Como já foi dito acima, este livro é muito divertido. A irreverencia em que ele foi escrito. Suas regras extremamente simples, e a linguagem fazem dele um dos poucos livros de RPG que eu li inteiro. Normalmente, eu leio aquilo que me importa como a criação de personagens ou os “poderes” de determinado tipo de personagem.

Minha diversão ficou em algumas “dicas” colocadas no texto, como por exemplo a habilidade dos ladrões de se mover em silencio. Pois em RPG’s mais novos, os jogadores e mestres não tem a preocupação de interpretar todas as nuances de seus personagens. Só querem saber se as ações foram ou não bem sucedidas. Rolam dados e falam se conseguirão ou não fazer o que foi posto. Isso não é RPG, pra mim isto é videogame.

O OldDragon me trouxe uma vontade de mestrar RPG como não havia fazia muito tempo e acredito que mesmo um mestre iniciante como eu se dá bem com ele, pois o livro traz os conceitos mais antigos e mais verdadeiros do RPG. Este livro também me trouxe varias ideias para aventuras e eu as usarei sempre que possível!

Espero que tenham gostado da resenha e que queiram aproveitar ainda mais dos RPG’s. Comentem, falem suas ideias e quem sabe não falamos ainda mais de OldDragon por aqui!?

Abraços amigos.

Entrevista com Mr. Pop

Ola pessoas!!!

Venho com imenso prazer divulgar a entrevista feita com o Mr. POP. Ou Antonio Sá, da Red Box Editora.

Segue a seguir o papo que tive com ele, que se mostrou uma pessoa muito gente boa, muito prestativo e sempre empenhado em sanar todas as duvidas. Leiam, curtam, comentem e logo o blog tem mais uma promoção em conjunto com a Red Box.

Espero que gostem.

Daurus: Antonio, como veio a ideia de montar a editora? Somente do sucesso do OldDragon?

Antonio: Necessidade também. Algumas coisas “do mundo” dos adultos só uma empresa é capaz de fazer. Contrato com correios, condições de faturamento melhores das gráficas, emissão de notas fiscais para revendas e distribuidores e etc. Isso só é possível ou é mais facilmente conseguido no caso de se ter um CNPJ.

 

Daurus: Entendo. Percebi que vocês estão trabalhando muito para dar certo. Lançaram toda uma linha para “auxiliar” o OldDragon. Irão lançar mais alguma coisa para OldDragon? Por exemplo, aventuras introdutórias?

Antonio: Sim. Estamos prevendo pra outubro ou novembro uma aventura introdutória baseada numa aventura clássica do AD&D 1e. Estamos fazendo algo que os veteranos reconhecerão, mas que será de muita ajuda aos novatos. Principalmente aqueles que nunca jogaram RPG na vida.

 

Daurus: Muito legal! E como é estar com o OldDragon de casa nova? Como foi o processo de “Hobby” para “profissional”? Lembrando que você está sendo profissional muito antes da empresa.

Antonio: Foi mais tranquilo do que nós realmente pensávamos. Na verdade só precisamos fazer uns poucos ajustes, algumas coisas ganharam um ar mais formal, coisas tiveram de ser colocadas em contrato, outras tiveram de ser deixadas de lado. Mas no geral aumentou a responsabilidade, o trabalho e o pior de tudo, os custos.

 

Daurus: O OldDragon é em sua essência um RPG indie e OldSchool. A RedBox irá lançar outros RPGs no mesmo estilo? Autores podem enviar RPGs para a RedBox?

Antonio: Sim. Não temos um campo restrito de atuação. O que for aparecendo, sendo legal e obviamente tendo apelo comercial é um produto em potencial. No entanto temos uns pequenos detalhes a acertar. É até bom que vc pergunte já que podemos explicar do por que disso:

Todo material enviado pra RB deve respeitar 3 ressalvas:

1 – Ele já deve estar terminado. De nada adianta mandar os dois primeiros capítulos do seu futuro livro. Não dá pra avaliar se o produto é legal com um material que não está terminado.

2 –  Pré-revisado. O material precisa passar por uma pré-revisão do autor. É aí que ele analisará trechos a excluir, outros a substituir e principalmente erros comuns de digitação e português.

E a mais importante de todas.

3 – Por uma questão de segurança jurídica da Editora e principalmente dos autores, só avaliamos originais enviados com cópia da averbação do registro na biblioteca nacional. Nem todo mundo entende o porque dessa última exigência, mas é muito mais por segurança de quem envia um original do que pra gente.

Por exemplo: Amanhã ou depois você lê um livro nosso e acha uma passagem parecida com algo que nos enviou 5 anos atrás e até que nós consigamos provar que em briga de saci todo chute é uma voadora.

Daurus: Isso é maravilhoso! Muito bom mesmo. Essa iniciativa é ótima!

Daurus: Agora, a arte do OldDragon. Ela foi pensada para parecer com o AD&D publicado pela Abril? Pois eu tive a impressão que a ilustração da capa lembra muito a capa do antigo AD&D.

Antonio: Foi e não foi. A Parte da arte do OD foi pensada em conjunto com o projeto gráfico do livro e o papel que queríamos usar no livro. Uma coisa que nós queríamos evitar era aquele traço estilo “lápis HB” acinzentado, sem arte final, com rabiscos soltos. Como iríamos usar um papel mais encorpado e brilhoso as cores chapadas em preto e branco deveriam ser a regra. Selecionamos o traço que mais se adequava ao estilo OldSchool, evitando que ficasse “bom” ou “ruim” demais e que não fosse datado nem tivesse uma cara moderna.

Pra parte gráfica fechar com o que queríamos pra experiência de folhear o livro. A parte da capa representa isso muito bem. O traço do Diego Madia trás um grupo clássico de rpg, mas você não vê elementos modernos no desenho. Não há armaduras com espinhos, espadas com tamanho desproporcional ou mesmo um ângulo que simule movimento. O plano é reto, baixo, próximo e a colorização do Daniel foi pensada pra dar um ar de dificuldade. Os personagens estão sujos, com ar de cansado, respingados de sangue. É essa a premissa que tentamos imprimir na ilustração da capa e ao menos pelo que recebemos de feedback, conseguimos.

Daurus: Vocês tiveram e tem um trabalho muito grande pra agradar ao OldSchool e a todos os novos jogadores. Isso é uma iniciativa muito boa em comparação ao mercado brasileiro de RPG hoje.

Antonio: São nossos investidores né. Eles é que alimentam a cadeia.

 

Daurus: Mas agora, tratar os jogos como OldSchool não é deixar o seu RPG como um RPG para os “velhos” ou para os “contra as novas edições”?

Antonio: Depende muito de quem joga. Nós temos recebido contato de jogadores iniciantes que passam ao largo dessa confusão toda. Por uma razão ou por outra, as pessoas se sentem atraídas por este “modo” de jogar RPG. Os mais antigos se recordarão de bons momentos e os mais novos que não tiveram a oportunidade de saber como era, se movem pela curiosidade ou por que gostam dos relatos ou dos reviews. O Movimento OSR é anacrônico em sua essência, não há idade pra praticá-lo nem é verdade dizer que um jogador na casa dos 30 aproveitará mais que um jogador na casa dos 15.

Daurus: Entendi. Esta é uma discussão muito intensa nos últimos tempos.

Antonio: E chata, hehehe.

Daurus: Agora mais uma curiosidade? O nome da editora “RedBox” é mais uma referencia ao antigo D&D?

Antonio: Sim. Além de ser um nome com ligação ao RPG, foi por onde eu comecei a jogar RPG nos anos 80. Ele representa algo OldSchool, mas é genérico o suficiente pra não parecer algo restrito ao OldSchool.

 

Daurus: Gostei! E por falar em caixa, o OldDragon irá ter uma nova caixa para quem perdeu a primeira leva de caixas?

Antonio: Não. Aquela caixa passou. Foi um produto exclusivo, feito somente pros 50 felizardos. Agora é certo que novas caixas aparecerão. E sempre em edições limitadas. Mas nunca como a primeira.

 

Daurus: A questão das caixas será sempre para colecionadores então?

Antonio: Sim. Não dá pra dar certeza numa palavra “sempre”. Mas o normal é que para um produto onde a caixa se encaixe, é que tenhamos uma tiragem limitada em caixas e o grosso dos produtos vendidos fora de caixas.

 

Daurus: Agora, quais são os planos da RedBox e do OldDragon para o futuro?

Antonio: Expandir a linha e expandir as linhas. Além do OD queremos agregar outros produtos ao portfolio da Editora. Começar a publicar literatura nacional também.

 

Daurus: Que bom! Já tem algum contrato encaminhado que possa nos contar?

Antonio: O SpaceDragon. Já contatamos o autor, definimos o formato do produto e ele já se encontra em desenvolvimento. O restante ainda é sigiloso.

 

Daurus: Perfeito! Mas o que se trata o SpaceDragon? Imagino que o nome diga muita coisa!

Antonio: E diz…  heheh

É uma adaptação do OldDragon para jogos espaciais com uma roupagem retrô anos 50. Uma pegada bem Buck Rogers, Space Ghost.

Daurus: Planeta 51 feelings.

Antonio: Isso. Aquela coisa Pulp, pinapesca. vilões verdes, naves charuto, cientistas com cérebros enormes!

 

Daurus: Isso já me deu varias ideias! agora só falta o SpaceDragon e os jogadores! O SpaceDragon será um livro para se usar junto com o “básico” do OldDragon? Ou ele terá suas próprias regras e ambientação?

Antonio: Será um produto independente. Quem comprar o livro básico do SD não precisará do OD pra jogar.

 

Daurus: Muito bom também! E o OD, terá um livro de “Níveis Épicos”?

Antonio: Num futuro quem sabe? Mas não será um livro de níveis Épicos, será um Livro de Imortais!

Daurus: Imortais? Vampiros? Zumbis?

Antonio: Não, não. Nos anos 80 o D&D foi dividido em cinco caixas com cores diferentes. Uma delas tratava de personagens épicos tinha o nome de “Immortals rules”. Justamente por que os Personagens épicos não eram super-aventureiros, eram praticamente semideuses mesmo. Algo como Hércules encontra D&D.

Daurus: Nossa!

Antonio: Se um dia lançarmos um suplemento sobre personagens extra poderosos, esta será a pegada que usaremos.

 

Daurus: Então a caixa lançada pela Grow foi apenas “uma” das varias lançadas la fora?

Antonio: Não. Eram cinco caixas, todas elas cobrindo a evolução do PJ, conhecidos como sets. Vermelha, azul, azul escuro, preto e dourado. A compilação de todas estas caixas dá origem à rules cyclopedia. Um dos melhores manuais de AD&D já lançado. A caixa que a Grow trouxe pro brasil é chamada de “Classic D&D” que é uma versão simplificada desta “Rules Cyclopedia”.

 

Daurus: Você comentou pelo Twitter que a Redbox faz reciclagem dos materiais. Como é este processo? Ficou mais fácil por ser uma empresa nova? Ou ainda tem culturas a serem mudadas?

Antonio: a Redbox faz reciclagem de 100% do seu lixo por que onde eu trabalho 100% do lixo é reciclado.

RPGistas consumidores. Nós!

Hoje pela manhã eu pude ver a comoção gerada pela votação do Codigo Florestal Brasileiro em meio a alguns RPGistas.
Vindo neste ponto, a algumas semanas eu fui o pivô de uma pequena polemica gerada pelo descarte de livros de RPG da editora Devir na promoção Sangue novo. Com este assunto dado por mim como resolvido, venho mais uma vez a minha humilde casa cibernética para jogar ao ar mais algumas das minhas ideias.
Agora RPGistas, se as florestas do Brasil forem acabar com a aprovação do novo código, nós consumidores de livros em geral, não estamos ajudando neste processo quando os livros são descartados?
A Devir se posicionou que a recomendação para os lojistas na promoção “sangue novo” fosse a reciclagem do papel destes livros. Mas em nenhum momento esse descarte foi fiscalizado. Não estou falando apenas da Devir, mas de nós mesmos os clientes e consumidores, verificamos qual foi o destino de nossos livros? Eu digo que não.
Aqui nós temos um paradigma. Todos sabem o significado da palavra paradigma? Explicando:

paradigma
(grego parádeigma, -atos)
s. m.
1. Algo que serve de exemplo geral ou de modelo. = PADRÃO
2. Gram. Conjunto das formas que servem de modelo de derivação ou de flexão. = PADRÃO
3. Ling. Conjunto dos termos ou elementos que podem ocorrer na mesma posição ou contexto de uma estrutura.

Mas qual é este paradigma?

Nós consumimos os produtos de N editoras, de Y fornecedores, estes fornecedores não dando nenhuma satisfação dos seus descartes e nós nunca nos preocupamos em como é feito o descarte das matérias que não são aproveitadas.

Agora, se vamos ficar bravos pelo Código Florestal Brasileiro, vamos todos parar de demagogia agora e vamos atrás daquilo que todos podem fazer. Não é difícil. Todos nós podemos comprar de fornecedores responsáveis. Fornecedores que tem um destino próprio para seus descartes. Fornecedores que possuem uma politica sólida de reciclagem, e de preferencia, algum selo de qualidade.

Falo isso não só para as editoras de RPG, mas isso se estende a todas as editoras e todos os fornecedores. Mas hoje, eu vou focar apenas no meu Hobby favorito. O RPG.

Mas gordinho qual é a merda que deu na sua cabeça pra fazer isso?

Em primeiríssimo lugar, todos nós temos que se preocupar com nosso “mundinho”, nosso “planetinha” e o meio-ambiente em que vivemos hoje. Pois daqui a muitos e muitos anos, o planeta continuará aqui, e nós a humanidade em geral não estará mais. Mas qual é o motivo de acelerar o processo da destruição da humanidade mesmo?! Pois pra que vamos parar de jogar RPG, enquanto podemos continuar e ainda ajudar o meio-ambiente!?

Vamos agora para os “dados” técnicos.

Editoras, eu procurei no site de praticamente todas as editoras tupiniquins de RPG e não encontrei nenhuma informação ou politica publicada em seus websites sobre a reciclagem de papel, ou qualquer adequamento as normas ISO referentes a meio-ambiente. As editoras pesquisadas foram: Devir, Jambô, Daemon, Retropunk e RedBox.

Sendo assim, não quero mais uma vez ser xingado e ameaçado como o post do protesto, mas procuro uma maneira mais amena e sincera de fazer o RPG crescer no Brasil, pois sempre há o espaço para novos jogadores, consumidores de material e editoras novas, ou editoras antigas com novos paradigmas.

Mas você ta querendo que eu, no meu trono de soberania mude meu modo de pensar? (pergunta da editora)

Mais ou menos. Você vai continuar ganhando dinheiro as minhas custas vendendo seus produtos para todos os RPGistas e novos clientes. Com certeza. Não vou parar de comprar seus livros. Sou RPGista, e meu dinheiro acaba indo pro seu cofre do mesmo jeito. Agora, o que custa a você senhora editora, a mudança de paradigma? O que custa, você também nos ajudar a ter um mundo melhor? Qual é o custo a mais para você senão o de algumas ligações para parceiros irem reciclar o seu lixo e seus descartes?

E agora falando sério, senhora editora? Quanto dinheiro você não ganharia em publicidade colocando na cara das pessoas que você é uma empresa séria e comprometida com o meio ambiente? Sim, eu estou falando no marketing “verde”. Nas estratégias utilizadas por milhares de empresas pelo mundo, e porque não por você?

Ah, também esqueci! E porque não a doação de alguns livrinhos para instituições de educacionais e de assistência? Pois uma criança que jogue RPG hoje numa dessas instituições, daqui a alguns anos, irá comprar os livros para seus filhos e sobrinhos. Esse é o tipo de publicidade que ninguém consegue tirar da pessoa. Aposto que uma “doaçãozinha” de livros uma vez por ano não irá falir vossa instituição sagrada, condorda?

O trecho acima foi direcionado a todas as editoras de RPG brasileiras, não a apenas as que eu lembrei de pesquisar neste post.

Peço para que todos pensem, vamos mudar o Brasil, vamos mudar o mundo. Vamos divulgar o RPG em todas as escalas que possamos conhecer e sejamos felizes!

Comentarios, contatos e todo tipo de ação para melhorar o RPG no Brasil é bem vinda!

Abraços,

FONTES:
Codigo Florestal Brasileiro
Definição de Paradigma