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Shotgun Diaries – Dia 1 – Diario da Delicia

Hoje saí de casa na intenção de entender o que está acontecendo com todo mundo. O colega que divide o apartamento comigo também ficou muito doente e tentou me atacar, tive que trancá-lo no quarto dele.  Bom não tem energia e a bateria do meu Ipad não vai durar muito. Não dá pra entrar na internet, aliás, não dá pra fazer absolutamente nada. Fui pra 9 de Julho, afinal os caipiras de cidade pequena vivem na avenida principal, mas comecei a ver alguns leprosos subindo a rua, achei melhor parar no Paineiras. O lugar já tinha sido saqueado, estava tudo em frangalhos, afinal para o ser humano tudo é motivo para zona e vandalismo.

Conheci uma moça a Kamilla e o Thomas, pessoal bacana.  Tinha um segundo grupo a frente com uma loira altona, uma policial e um armário. Um segurança do shopping machucou a perna ao fechar uma das portas com rapidez e uma mãe desnaturada deixou a criança lá e sumiu.

Bom resolvemos ficar juntos, afinal sabe-se lá o que está acontecendo e unidos teremos mais força pra lutar contra esse bando de doentes. Nunca acreditei em nada mas acho que passei a acreditar em zumbis, que brilham no escuro.

Antes de sairmos em busca de auxílio a Kamilla saiu pra buscar alguns remédios na farmácia da frente mas só tinha Tylenol. Ah meu Deus! Ainda bem que ela foi rápida mas quase foi pega por um bando de pessoas quando o Thomas e o Gabriel fizeram tochas e atiraram neles e ela correu pra cá. Esses meninos são fortes pra burro mas o Gabriel fala demais por isso ele fez questão de trazer walkie-talkies com a gente, ele não ia conseguir ficar sem falar nem um minuto. O Thomas me ajudou numa barricada, pq as coisas queriam entrar pelo estacionamento enquanto a Kamilla tentava achar um carro cuja chave eu achei no balcão do restaurante.

Bom, fomos para o GAC  e contra minha vontade quiseram levar a criança e o segurança machucado, não podemos cuidar de nós mesmos quanto mais deles. Ainda bem que os militares os aceitaram, mas não a nós. Tivemos que partir pra outra. Antes de ir, o pneu de nosso carro furou e fomos devagar na frente.  A loira trocou o pneu com uma rapidez descomunal e nem desceu do salto.

Paramos no colégio agrícola e o lugar estava infestado de demônios. Mas a gente deu um jeito nos trapos e nossa, eles fedem e aqui estamos. Sei que ninguém vai ler isso, mas quero agradecer aos filhos da mãe dos militares por nos darem dois pacotes de Doritos pra gente morrer de sede e de obesidade mais cedo.

Preciso entender o que está acontecendo e dar um jeito de sair daqui rapidinho. Como o Google me faz falta =P

Shotgun Diaries – Dia 1 – Diario da Carla

Nosso refugio no Paineiras não parecia mais seguro. Havia muitos zumbis por perto e a impressão é que ruiria a qualquer momento.

Kamilla saiu para procurar remédios e produtos de higiene na farmácia mas conseguiu pouca coisa. Tomas deu cobertura e Gabriel matou 2 zumbis que a atacariam.

Delícia (delícia, assim você me mata, haha – sim a música de Michel Teló sobreviveu ao apocalipse zumbi) traçou estratégias no Paineiras para nos proteger, como pilhar armas ou possíveis armas, e construiu uma barricada.

Fui com o Gabriel e a Lara no Zelão procurar roupas de couro resistentes, luvas e capacetes para nossa proteção. Encontramos apenas 6 luvas, 2 capacetes e 2 jaquetas.

Assim que voltamos tivemos a certeza que o lugar não era seguro.

Gabriel dirigindo muito bem atropelou e matou vários zumbis. Ele teve a ideia de irmos ao 12º GAC.

Fugimos de lá e fomos até o batalhão do exército. Mesmo Lara  tendo como contato o comandante, não nos ajudaram muito. Nos disponibilizaram pouquíssimo suprimento. Pelo menos cuidaram da criança e do ferido.

Fomos no sentido da Serra do Japi e no caminho encontramos suprimentos como pilhas e um pouco de comida. Lara me salvou ao atirar certeiro em zumbis que se aproximariam de mim enquanto corria de volta da pilhagem sem sucesso em uma loja de conveniência.

Acabamos por parar no Colégio Agrícola, onde matamos todos os zumbis do prédio e estamos aqui hoje. Vamos esperar amanhecer para chegarmos a serra e procurar mais coisas pelo colégio.

Shotgun Diaries – Primeira aventura

Sábado foi o dia em que testamos o pequeno, mas muito divertido Shotgun Diaries.

Primeiro vou colocar uma pequena resenha desse RPG (retirada do site da Redbox Editora):

“The Shotgun Diaries emula com perfeição toda a emoção dos filmes de zumbis. Controle seu medo, proteja seu refúgio e nunca, jamais descuide de seus suprimentos!

Com suas regras e mecânicas simples porém muito bem amarradas, The Shotgun Diaries é um jogo tenso, onde a morte espreita a cada jogada de dado com você, na ponta da cadeira!

Não perca a empolgação levando horas para preparar seu jogo. The Shotgun Diaries é extremamente rápido na preparação de personagens indo direto na diversão!”

Enfim, é um jogo de sobrevivência num apocalipse zumbi, com narrativa compartilhada e sem fichas de personagem. O que sinceramente eu achei muito interessante.

Vou confessar uma coisa, não fui um bom mestre zumbi nesse jogo. Algumas ações dos personagens eu tentei interferir. Esse lance de narrativa compartilhada é muito diferente do que a maioria dos mestres está acostumado e podemos deixar alguns jogadores desconfortáveis, mas isso tente a melhorar e o jogo fluir normalmente.

A primeira aventura ocorreu no centro de Jundiaí, cidade em que todos moramos e no decorrer da mesma, os personagens viram que não é tão fácil sobreviver. Quando estavam saindo do refugio no centro da cidade, os “descerebrados” entraram no refugio e todos tiveram que correr. Foram até o batalhão do exército que não deram abrigo ao grupo e eles foram em direção à Serra do Japi.

Assim que alguns dos diários forem digitados irei colocar aqui.

Deem idéias do que pode acontecer com nossos personagens!

PROMOÇÃO – OldDragon

Fala galera!!!

Vamos para mais uma promoção do 4Nerds?

Como alguns ja sabem, este mês é o aniversário deste humilde blog. Então nada mais justo que nossos queridos leitores ganhem um presente correto?

Este incrivel presente nos foi enviado pelo pessoal da RedBox Editora. Um OldDragon primeira impressão autografado pelo proprio Mr. Pop.

Logo Old Dragon

 

 

 

 

 

 

 

 

Nós do 4Nerds estamos muito felizes com este presente que ganhamos e vamos repassar a apenas UM sortudo.

Para participar é muito facil! No Twitter é só colocar a seguinte mensagem:

“Quero ganhar o OldDragon! Siga o @4_nerds e RT nessa mensagem para concorrer! http://migre.me/5ggOn”

O Sorteio irá ocorrer no dia 27/07/2011.

Resenha OldDragon

Olá!
Hoje, após a entrevista com o Mr. Pop da RedBox, estou disponibilizando a resenha do OldDragon todos. Espero que gostem, pois sou chato demais com as minhas descrições… hehehe

Vamos lá!
Vou separar a resenha em três pontos diferentes:
1 – Aspectos Técnicos do livro;
2 – Escrita, entendimento, e clareza das informações;
3 – Diversão, ideias e curiosidades.

Vou começar pelo Óbvio.

1 – Aspectos Técnicos:
O livro tem uma encadernação muito boa. A capa vermelha, brilhante, a ilustração que pra mim lembrou a capa do finado AD&D da Abril. As paginas internas tem uma gramatura boa, embora para o meu gosto a pagina seja um pouco fina, mas nada que atrapalhe a leitura. As margens estão no padrão para os livros deste tamanho.

Qualidade da impressão é, pra mim, acima da média dos livros “normais”, pois sempre encontramos alguns erros de impressão ou algumas pequenas imperfeições no papel. Desta vez foi diferente. Não encontrei nenhum erro de impressão ou no corte. Realmente um trabalho muito bom da gráfica que imprimiu o livro.

A Diagramação é boa, muito bem feita e de uma “suavidade” que se vê em poucos livros de RPG. Digo suavidade, pelo fato do livro ser monocromático e toda a diagramação ser consistente sem perder nenhum elemento. Apenas em algumas tabelas fiquei bem confuso com o fato de o texto descritivo acabar depois da tabela e eu ter que voltar a pagina para ler a tabela com detalhes. Isso fica evidente na descrição dos dragões, que possui a introdução ao monstro, duas folhas de tabelas dos dragões e a continuação das descrições do dragão. Nada que atrapalhe a leitura.

As partes dos índices no final do livro ficaram muito boas. Coisas que normalmente faltam nos livros de RPG normais. As fichas de personagem e magias estão muitíssimo bem feitas também.

Ficha técnica:
Editora: RedBox Editora
Autor: Antonio Neto & Fabiano Neme
Idioma: Português
Número de páginas: 160
Dimensões: 21×14 cm – (A5)
Acabamento: Brochura – papel couché (brilho)

2 – Escrita, entendimento, e clareza das informações:

Os autores tomaram o cuidado de deixar tudo bem claro para as pessoas entenderem. Nada no livro é complicado ou muito extenso. Tudo é conciso e simples, mas sem perder nada da “magia” de sistemas de RPG OldSchool. O OldDragon me lembrou muito o antigo AD&D, mas com regras muito boas com uma pitada do D&D 3.x..

As regras para criação de personagens são apenas a primeira parte do livro, liberado para os jogadores. Nesta parte, os autores dão total foco aos personagens, dão dicas de interpretação, dicas raciais para anões, elfos e halflings e também dica de como os mestres podem usufruir melhor das raças do jogo. Esta primeira parte do livro é imensamente importante para jogadores e mestres, pois todas as regras estão lá. De fácil acesso e de facílimo entendimento.

Na parte do mestre, a escrita continua no mesmo ritmo, fácil e concisa. As descrições dos mecanismos do mestre são feitas rapidamente, sem deixar nada a desejar. Todas as regras e dicas para se montar aventuras e montagens de tesouros, armas magicas também é fácil e rápido.

A sessão de monstros é um livro a parte. Mesmo com apenas 70 monstros, os autores conseguem deixar as aventuras muito perigosas. Sem querer dar spoilers, mas um dos monstros mais perigosos é um com apenas um PV. Jogadores tomem cuidado com seus mestres de OldDragon.

3 – Diversão, ideias e curiosidades.

Como já foi dito acima, este livro é muito divertido. A irreverencia em que ele foi escrito. Suas regras extremamente simples, e a linguagem fazem dele um dos poucos livros de RPG que eu li inteiro. Normalmente, eu leio aquilo que me importa como a criação de personagens ou os “poderes” de determinado tipo de personagem.

Minha diversão ficou em algumas “dicas” colocadas no texto, como por exemplo a habilidade dos ladrões de se mover em silencio. Pois em RPG’s mais novos, os jogadores e mestres não tem a preocupação de interpretar todas as nuances de seus personagens. Só querem saber se as ações foram ou não bem sucedidas. Rolam dados e falam se conseguirão ou não fazer o que foi posto. Isso não é RPG, pra mim isto é videogame.

O OldDragon me trouxe uma vontade de mestrar RPG como não havia fazia muito tempo e acredito que mesmo um mestre iniciante como eu se dá bem com ele, pois o livro traz os conceitos mais antigos e mais verdadeiros do RPG. Este livro também me trouxe varias ideias para aventuras e eu as usarei sempre que possível!

Espero que tenham gostado da resenha e que queiram aproveitar ainda mais dos RPG’s. Comentem, falem suas ideias e quem sabe não falamos ainda mais de OldDragon por aqui!?

Abraços amigos.

Entrevista com Mr. Pop

Ola pessoas!!!

Venho com imenso prazer divulgar a entrevista feita com o Mr. POP. Ou Antonio Sá, da Red Box Editora.

Segue a seguir o papo que tive com ele, que se mostrou uma pessoa muito gente boa, muito prestativo e sempre empenhado em sanar todas as duvidas. Leiam, curtam, comentem e logo o blog tem mais uma promoção em conjunto com a Red Box.

Espero que gostem.

Daurus: Antonio, como veio a ideia de montar a editora? Somente do sucesso do OldDragon?

Antonio: Necessidade também. Algumas coisas “do mundo” dos adultos só uma empresa é capaz de fazer. Contrato com correios, condições de faturamento melhores das gráficas, emissão de notas fiscais para revendas e distribuidores e etc. Isso só é possível ou é mais facilmente conseguido no caso de se ter um CNPJ.

 

Daurus: Entendo. Percebi que vocês estão trabalhando muito para dar certo. Lançaram toda uma linha para “auxiliar” o OldDragon. Irão lançar mais alguma coisa para OldDragon? Por exemplo, aventuras introdutórias?

Antonio: Sim. Estamos prevendo pra outubro ou novembro uma aventura introdutória baseada numa aventura clássica do AD&D 1e. Estamos fazendo algo que os veteranos reconhecerão, mas que será de muita ajuda aos novatos. Principalmente aqueles que nunca jogaram RPG na vida.

 

Daurus: Muito legal! E como é estar com o OldDragon de casa nova? Como foi o processo de “Hobby” para “profissional”? Lembrando que você está sendo profissional muito antes da empresa.

Antonio: Foi mais tranquilo do que nós realmente pensávamos. Na verdade só precisamos fazer uns poucos ajustes, algumas coisas ganharam um ar mais formal, coisas tiveram de ser colocadas em contrato, outras tiveram de ser deixadas de lado. Mas no geral aumentou a responsabilidade, o trabalho e o pior de tudo, os custos.

 

Daurus: O OldDragon é em sua essência um RPG indie e OldSchool. A RedBox irá lançar outros RPGs no mesmo estilo? Autores podem enviar RPGs para a RedBox?

Antonio: Sim. Não temos um campo restrito de atuação. O que for aparecendo, sendo legal e obviamente tendo apelo comercial é um produto em potencial. No entanto temos uns pequenos detalhes a acertar. É até bom que vc pergunte já que podemos explicar do por que disso:

Todo material enviado pra RB deve respeitar 3 ressalvas:

1 – Ele já deve estar terminado. De nada adianta mandar os dois primeiros capítulos do seu futuro livro. Não dá pra avaliar se o produto é legal com um material que não está terminado.

2 –  Pré-revisado. O material precisa passar por uma pré-revisão do autor. É aí que ele analisará trechos a excluir, outros a substituir e principalmente erros comuns de digitação e português.

E a mais importante de todas.

3 – Por uma questão de segurança jurídica da Editora e principalmente dos autores, só avaliamos originais enviados com cópia da averbação do registro na biblioteca nacional. Nem todo mundo entende o porque dessa última exigência, mas é muito mais por segurança de quem envia um original do que pra gente.

Por exemplo: Amanhã ou depois você lê um livro nosso e acha uma passagem parecida com algo que nos enviou 5 anos atrás e até que nós consigamos provar que em briga de saci todo chute é uma voadora.

Daurus: Isso é maravilhoso! Muito bom mesmo. Essa iniciativa é ótima!

Daurus: Agora, a arte do OldDragon. Ela foi pensada para parecer com o AD&D publicado pela Abril? Pois eu tive a impressão que a ilustração da capa lembra muito a capa do antigo AD&D.

Antonio: Foi e não foi. A Parte da arte do OD foi pensada em conjunto com o projeto gráfico do livro e o papel que queríamos usar no livro. Uma coisa que nós queríamos evitar era aquele traço estilo “lápis HB” acinzentado, sem arte final, com rabiscos soltos. Como iríamos usar um papel mais encorpado e brilhoso as cores chapadas em preto e branco deveriam ser a regra. Selecionamos o traço que mais se adequava ao estilo OldSchool, evitando que ficasse “bom” ou “ruim” demais e que não fosse datado nem tivesse uma cara moderna.

Pra parte gráfica fechar com o que queríamos pra experiência de folhear o livro. A parte da capa representa isso muito bem. O traço do Diego Madia trás um grupo clássico de rpg, mas você não vê elementos modernos no desenho. Não há armaduras com espinhos, espadas com tamanho desproporcional ou mesmo um ângulo que simule movimento. O plano é reto, baixo, próximo e a colorização do Daniel foi pensada pra dar um ar de dificuldade. Os personagens estão sujos, com ar de cansado, respingados de sangue. É essa a premissa que tentamos imprimir na ilustração da capa e ao menos pelo que recebemos de feedback, conseguimos.

Daurus: Vocês tiveram e tem um trabalho muito grande pra agradar ao OldSchool e a todos os novos jogadores. Isso é uma iniciativa muito boa em comparação ao mercado brasileiro de RPG hoje.

Antonio: São nossos investidores né. Eles é que alimentam a cadeia.

 

Daurus: Mas agora, tratar os jogos como OldSchool não é deixar o seu RPG como um RPG para os “velhos” ou para os “contra as novas edições”?

Antonio: Depende muito de quem joga. Nós temos recebido contato de jogadores iniciantes que passam ao largo dessa confusão toda. Por uma razão ou por outra, as pessoas se sentem atraídas por este “modo” de jogar RPG. Os mais antigos se recordarão de bons momentos e os mais novos que não tiveram a oportunidade de saber como era, se movem pela curiosidade ou por que gostam dos relatos ou dos reviews. O Movimento OSR é anacrônico em sua essência, não há idade pra praticá-lo nem é verdade dizer que um jogador na casa dos 30 aproveitará mais que um jogador na casa dos 15.

Daurus: Entendi. Esta é uma discussão muito intensa nos últimos tempos.

Antonio: E chata, hehehe.

Daurus: Agora mais uma curiosidade? O nome da editora “RedBox” é mais uma referencia ao antigo D&D?

Antonio: Sim. Além de ser um nome com ligação ao RPG, foi por onde eu comecei a jogar RPG nos anos 80. Ele representa algo OldSchool, mas é genérico o suficiente pra não parecer algo restrito ao OldSchool.

 

Daurus: Gostei! E por falar em caixa, o OldDragon irá ter uma nova caixa para quem perdeu a primeira leva de caixas?

Antonio: Não. Aquela caixa passou. Foi um produto exclusivo, feito somente pros 50 felizardos. Agora é certo que novas caixas aparecerão. E sempre em edições limitadas. Mas nunca como a primeira.

 

Daurus: A questão das caixas será sempre para colecionadores então?

Antonio: Sim. Não dá pra dar certeza numa palavra “sempre”. Mas o normal é que para um produto onde a caixa se encaixe, é que tenhamos uma tiragem limitada em caixas e o grosso dos produtos vendidos fora de caixas.

 

Daurus: Agora, quais são os planos da RedBox e do OldDragon para o futuro?

Antonio: Expandir a linha e expandir as linhas. Além do OD queremos agregar outros produtos ao portfolio da Editora. Começar a publicar literatura nacional também.

 

Daurus: Que bom! Já tem algum contrato encaminhado que possa nos contar?

Antonio: O SpaceDragon. Já contatamos o autor, definimos o formato do produto e ele já se encontra em desenvolvimento. O restante ainda é sigiloso.

 

Daurus: Perfeito! Mas o que se trata o SpaceDragon? Imagino que o nome diga muita coisa!

Antonio: E diz…  heheh

É uma adaptação do OldDragon para jogos espaciais com uma roupagem retrô anos 50. Uma pegada bem Buck Rogers, Space Ghost.

Daurus: Planeta 51 feelings.

Antonio: Isso. Aquela coisa Pulp, pinapesca. vilões verdes, naves charuto, cientistas com cérebros enormes!

 

Daurus: Isso já me deu varias ideias! agora só falta o SpaceDragon e os jogadores! O SpaceDragon será um livro para se usar junto com o “básico” do OldDragon? Ou ele terá suas próprias regras e ambientação?

Antonio: Será um produto independente. Quem comprar o livro básico do SD não precisará do OD pra jogar.

 

Daurus: Muito bom também! E o OD, terá um livro de “Níveis Épicos”?

Antonio: Num futuro quem sabe? Mas não será um livro de níveis Épicos, será um Livro de Imortais!

Daurus: Imortais? Vampiros? Zumbis?

Antonio: Não, não. Nos anos 80 o D&D foi dividido em cinco caixas com cores diferentes. Uma delas tratava de personagens épicos tinha o nome de “Immortals rules”. Justamente por que os Personagens épicos não eram super-aventureiros, eram praticamente semideuses mesmo. Algo como Hércules encontra D&D.

Daurus: Nossa!

Antonio: Se um dia lançarmos um suplemento sobre personagens extra poderosos, esta será a pegada que usaremos.

 

Daurus: Então a caixa lançada pela Grow foi apenas “uma” das varias lançadas la fora?

Antonio: Não. Eram cinco caixas, todas elas cobrindo a evolução do PJ, conhecidos como sets. Vermelha, azul, azul escuro, preto e dourado. A compilação de todas estas caixas dá origem à rules cyclopedia. Um dos melhores manuais de AD&D já lançado. A caixa que a Grow trouxe pro brasil é chamada de “Classic D&D” que é uma versão simplificada desta “Rules Cyclopedia”.

 

Daurus: Você comentou pelo Twitter que a Redbox faz reciclagem dos materiais. Como é este processo? Ficou mais fácil por ser uma empresa nova? Ou ainda tem culturas a serem mudadas?

Antonio: a Redbox faz reciclagem de 100% do seu lixo por que onde eu trabalho 100% do lixo é reciclado.

RPGistas consumidores. Nós!

Hoje pela manhã eu pude ver a comoção gerada pela votação do Codigo Florestal Brasileiro em meio a alguns RPGistas.
Vindo neste ponto, a algumas semanas eu fui o pivô de uma pequena polemica gerada pelo descarte de livros de RPG da editora Devir na promoção Sangue novo. Com este assunto dado por mim como resolvido, venho mais uma vez a minha humilde casa cibernética para jogar ao ar mais algumas das minhas ideias.
Agora RPGistas, se as florestas do Brasil forem acabar com a aprovação do novo código, nós consumidores de livros em geral, não estamos ajudando neste processo quando os livros são descartados?
A Devir se posicionou que a recomendação para os lojistas na promoção “sangue novo” fosse a reciclagem do papel destes livros. Mas em nenhum momento esse descarte foi fiscalizado. Não estou falando apenas da Devir, mas de nós mesmos os clientes e consumidores, verificamos qual foi o destino de nossos livros? Eu digo que não.
Aqui nós temos um paradigma. Todos sabem o significado da palavra paradigma? Explicando:

paradigma
(grego parádeigma, -atos)
s. m.
1. Algo que serve de exemplo geral ou de modelo. = PADRÃO
2. Gram. Conjunto das formas que servem de modelo de derivação ou de flexão. = PADRÃO
3. Ling. Conjunto dos termos ou elementos que podem ocorrer na mesma posição ou contexto de uma estrutura.

Mas qual é este paradigma?

Nós consumimos os produtos de N editoras, de Y fornecedores, estes fornecedores não dando nenhuma satisfação dos seus descartes e nós nunca nos preocupamos em como é feito o descarte das matérias que não são aproveitadas.

Agora, se vamos ficar bravos pelo Código Florestal Brasileiro, vamos todos parar de demagogia agora e vamos atrás daquilo que todos podem fazer. Não é difícil. Todos nós podemos comprar de fornecedores responsáveis. Fornecedores que tem um destino próprio para seus descartes. Fornecedores que possuem uma politica sólida de reciclagem, e de preferencia, algum selo de qualidade.

Falo isso não só para as editoras de RPG, mas isso se estende a todas as editoras e todos os fornecedores. Mas hoje, eu vou focar apenas no meu Hobby favorito. O RPG.

Mas gordinho qual é a merda que deu na sua cabeça pra fazer isso?

Em primeiríssimo lugar, todos nós temos que se preocupar com nosso “mundinho”, nosso “planetinha” e o meio-ambiente em que vivemos hoje. Pois daqui a muitos e muitos anos, o planeta continuará aqui, e nós a humanidade em geral não estará mais. Mas qual é o motivo de acelerar o processo da destruição da humanidade mesmo?! Pois pra que vamos parar de jogar RPG, enquanto podemos continuar e ainda ajudar o meio-ambiente!?

Vamos agora para os “dados” técnicos.

Editoras, eu procurei no site de praticamente todas as editoras tupiniquins de RPG e não encontrei nenhuma informação ou politica publicada em seus websites sobre a reciclagem de papel, ou qualquer adequamento as normas ISO referentes a meio-ambiente. As editoras pesquisadas foram: Devir, Jambô, Daemon, Retropunk e RedBox.

Sendo assim, não quero mais uma vez ser xingado e ameaçado como o post do protesto, mas procuro uma maneira mais amena e sincera de fazer o RPG crescer no Brasil, pois sempre há o espaço para novos jogadores, consumidores de material e editoras novas, ou editoras antigas com novos paradigmas.

Mas você ta querendo que eu, no meu trono de soberania mude meu modo de pensar? (pergunta da editora)

Mais ou menos. Você vai continuar ganhando dinheiro as minhas custas vendendo seus produtos para todos os RPGistas e novos clientes. Com certeza. Não vou parar de comprar seus livros. Sou RPGista, e meu dinheiro acaba indo pro seu cofre do mesmo jeito. Agora, o que custa a você senhora editora, a mudança de paradigma? O que custa, você também nos ajudar a ter um mundo melhor? Qual é o custo a mais para você senão o de algumas ligações para parceiros irem reciclar o seu lixo e seus descartes?

E agora falando sério, senhora editora? Quanto dinheiro você não ganharia em publicidade colocando na cara das pessoas que você é uma empresa séria e comprometida com o meio ambiente? Sim, eu estou falando no marketing “verde”. Nas estratégias utilizadas por milhares de empresas pelo mundo, e porque não por você?

Ah, também esqueci! E porque não a doação de alguns livrinhos para instituições de educacionais e de assistência? Pois uma criança que jogue RPG hoje numa dessas instituições, daqui a alguns anos, irá comprar os livros para seus filhos e sobrinhos. Esse é o tipo de publicidade que ninguém consegue tirar da pessoa. Aposto que uma “doaçãozinha” de livros uma vez por ano não irá falir vossa instituição sagrada, condorda?

O trecho acima foi direcionado a todas as editoras de RPG brasileiras, não a apenas as que eu lembrei de pesquisar neste post.

Peço para que todos pensem, vamos mudar o Brasil, vamos mudar o mundo. Vamos divulgar o RPG em todas as escalas que possamos conhecer e sejamos felizes!

Comentarios, contatos e todo tipo de ação para melhorar o RPG no Brasil é bem vinda!

Abraços,

FONTES:
Codigo Florestal Brasileiro
Definição de Paradigma

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