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Simbolismo #2 – A cruz

Nossa segunda parte da matéria tratando o simbolismo dentro do RPG, vamos falar de um dos símbolos mais universais da humanidade, a cruz.

Para nós ocidentais modernos, a cruz é associada ao suplício e a dor, relembrando a morte de Cristo. Mas para vários outros povos da antiguidade ela tinha outro significado, como por exemplo para os chineses que representa a ideia de universalidade e plenitude, inteiro, perfeito, completo, extremo. Assemelhando-se com os hebreus que tomam a cruz como o símbolo da vizinhança, amizade, fartura, etc.

Muitos outros povos usaram a cruz em sua cultura ou ritos, como símbolo da vida (egípcios antigos), como representação dos quatro elementos (cabala) entre outras.

Diferentemente do simbolismo do corvo (que retratei na semana passada) a cruz é um símbolo muito variado em interpretações, fazendo com que possamos dar o significado que quisermos a ela dentro da campanha.

Mas vamos para o mais comum a nós, a cruz como representação de um deus bondoso, no caso de Tormenta Khalmyr. Sim, Khalmyr pode ser representado pela cruz em sua campanha. Seria até surpreendente pros jogadores acostumados com os clérigos e paladinos portando estandartes com uma espada e uma balança. Mas se você observar a própria cruz seria uma espada cerrada ao chão. Então em vilarejos mais distantes teríamos a representação de Khalmyr como uma cruz, mostrando assim a justiça do deus (que nem sequer precisa ser conhecido por esse nome, assunto pra outra matéria).

Mas podemos surpreender mais ainda os jogadores, pois como visto em uma das representações da cabala a cruz pode representar os quatro elementos, sendo assim a representação da natureza, então poderíamos usa-la para representar a deusa Allihanna ou então algum outro deus ligado ao mundo natural (Lena por exemplo).

Por sua variedade de formas e representações podemos usar a cruz como quisermos nas campanhas, mas o mais legal é surpreender os jogadores, que tal uma cruz de Tenebra? (shuriken de quatro pontas)

Até a próxima, Mephyros.

Simbolismo #1 O Corvo

Voltamos com nossa coluna semanal de RPG, com mais um projeto megalomaníaco meu, dessa vez escrevendo dicas de como usar o simbolismo nas suas campanhas.

No primeiro ponto vou usar um símbolo bastante conhecido, e muitas vezes mal usado pelos mestres, por simples falta de informação acerca do próprio significado.

Vamos lá, remetendo aos primórdios… O corvo na Grécia e outras civilizações antigas ele era associado como um simbolo de magia e primórdio, por sua cor preta que é vista como concentrador de energias e como o escuro primordial criador do universo. Já no medievo, o corvo é visto como sinal de mau agouro por parte do povo, mas grande parte dessa cultura veio devido à Igreja que deturpou todos os símbolos das culturas precedentes.

Então, aqui já vemos dois significados diferentes pro mesmo símbolo. Na mesa de jogo, o mestre é livre pra decidir qual significado usar, ou até inventar outro mais apropriado à sua campanha.  Normalmente os símbolos são vistos em sonhos, visões ou profecias, e em cada uma delas ele tem um modo próprio de ser interpretado.

Nos sonhos ele é ou não aquilo normalmente conhecido, sonhos são enganadores, então a presença do próprio símbolo pode ser totalmente o oposto ao normalmente conhecido. Em visões é que a coisa complica, por que elas nunca ficam claras até que se realizem, ou estejam muito perto de se realizar, nesses casos o símbolo pode ter qualquer significado. E em profecias, eles têm sempre o significado mais comum dada pela população local.

Agora voltando em como utilizar em mesa, como sempre um foco em Tormenta RPG, como na mesa normalmente não temos nenhuma civilização histórica que citei agora, o corvo pode ter qualquer significado, mas como somos frutos de uma civilização cristã ocidental, normalmente associamos ele ao mau presságio. O mestre pode ou não utilizar, colocando assim o conhecimento geral dos jogadores a prova, e separar o conhecimento deles dos personagens, dando margens as mais variadas interpretações.

No caso de Tormenta, ou qualquer outro RPG com uma “civilização” bárbara, o corvo normalmente vai ser uma associação totêmica relacionada à deus(a) da natureza, no caso de Tormenta Allihanna. Nesse caso ela teria o mesmo significado dos gregos, símbolo do primórdio da vida e da criação, e como um pássaro, um símbolo de poder sobre todos os outros seres.

Mas lembrem-se PJ’s espertinhos, o mestre pode subverter todo e qualquer significado na campanha, então cuidado com o meta-game.

Até a próxima semana… Mephyros

Guia da Trilogia, capa anunciada

Boa notícia para os RPGistas que gostam do maior cenário nacional de RPG.

A capa do Guia da Trilogia acabou de ser anunciada pela Editora Jambô.

O livro vem acrescentar as nossas partidas de Tormenta os aspectos presentes na trilogia de romances escritos por Leonel Caldela que se passam no cenário de Tormenta. E segundo o próprio autor o livro terá mais páginas que o próprio livro básico do cenário. \o/

Boa notícia para nós que já começamos o ano com um lançamento de peso, e pra quem está animado a Jambô ainda lançou um sorteio via twitter.

Só twittar a seguinte frase para concorrer. Tweet

Holy Avenger de volta!

Sei que vocês vão se perguntar, se ele posta sobre RPG por que está escrevendo sobre quadrinho?

Resposta simples, Holy Avenger está voltando pessoal. E você pergunta: “O que isso tem com o RPG?”

Resposta simples jovens padawans, Holy Avenger se passa em Arton que é o mundo de Tormenta e o nosso maior, melhor e favorito mundo de RPG, e pros que não sabem, o maior mundo de RPG criado no Brasil pelo Trio Tormenta (J.M. Trevisan, Marcelo Cassaro e Rogério Saladino).

Pra quem se interessa, esse é o relançamento da saga da druida Lisandra junto com Sandro Galtran e Niele em busca dos Rubis da Virtude. Pra quem já leu nada de novo exceto pelo fato que é uma versão encadernada e com novas capas feitas pela própria Erica Awano a desenhista original. *-*

Yes, melhor mundo de RPG de todos em quadrinhos, isso sim é começar o ano com chave de ouro hein Jambô Editora?

Link do anuncio

Que Nimb role bons dados para todos e que chegue logo HA, vou garantir logo o meu.

RPGistas consumidores. Nós!

Hoje pela manhã eu pude ver a comoção gerada pela votação do Codigo Florestal Brasileiro em meio a alguns RPGistas.
Vindo neste ponto, a algumas semanas eu fui o pivô de uma pequena polemica gerada pelo descarte de livros de RPG da editora Devir na promoção Sangue novo. Com este assunto dado por mim como resolvido, venho mais uma vez a minha humilde casa cibernética para jogar ao ar mais algumas das minhas ideias.
Agora RPGistas, se as florestas do Brasil forem acabar com a aprovação do novo código, nós consumidores de livros em geral, não estamos ajudando neste processo quando os livros são descartados?
A Devir se posicionou que a recomendação para os lojistas na promoção “sangue novo” fosse a reciclagem do papel destes livros. Mas em nenhum momento esse descarte foi fiscalizado. Não estou falando apenas da Devir, mas de nós mesmos os clientes e consumidores, verificamos qual foi o destino de nossos livros? Eu digo que não.
Aqui nós temos um paradigma. Todos sabem o significado da palavra paradigma? Explicando:

paradigma
(grego parádeigma, -atos)
s. m.
1. Algo que serve de exemplo geral ou de modelo. = PADRÃO
2. Gram. Conjunto das formas que servem de modelo de derivação ou de flexão. = PADRÃO
3. Ling. Conjunto dos termos ou elementos que podem ocorrer na mesma posição ou contexto de uma estrutura.

Mas qual é este paradigma?

Nós consumimos os produtos de N editoras, de Y fornecedores, estes fornecedores não dando nenhuma satisfação dos seus descartes e nós nunca nos preocupamos em como é feito o descarte das matérias que não são aproveitadas.

Agora, se vamos ficar bravos pelo Código Florestal Brasileiro, vamos todos parar de demagogia agora e vamos atrás daquilo que todos podem fazer. Não é difícil. Todos nós podemos comprar de fornecedores responsáveis. Fornecedores que tem um destino próprio para seus descartes. Fornecedores que possuem uma politica sólida de reciclagem, e de preferencia, algum selo de qualidade.

Falo isso não só para as editoras de RPG, mas isso se estende a todas as editoras e todos os fornecedores. Mas hoje, eu vou focar apenas no meu Hobby favorito. O RPG.

Mas gordinho qual é a merda que deu na sua cabeça pra fazer isso?

Em primeiríssimo lugar, todos nós temos que se preocupar com nosso “mundinho”, nosso “planetinha” e o meio-ambiente em que vivemos hoje. Pois daqui a muitos e muitos anos, o planeta continuará aqui, e nós a humanidade em geral não estará mais. Mas qual é o motivo de acelerar o processo da destruição da humanidade mesmo?! Pois pra que vamos parar de jogar RPG, enquanto podemos continuar e ainda ajudar o meio-ambiente!?

Vamos agora para os “dados” técnicos.

Editoras, eu procurei no site de praticamente todas as editoras tupiniquins de RPG e não encontrei nenhuma informação ou politica publicada em seus websites sobre a reciclagem de papel, ou qualquer adequamento as normas ISO referentes a meio-ambiente. As editoras pesquisadas foram: Devir, Jambô, Daemon, Retropunk e RedBox.

Sendo assim, não quero mais uma vez ser xingado e ameaçado como o post do protesto, mas procuro uma maneira mais amena e sincera de fazer o RPG crescer no Brasil, pois sempre há o espaço para novos jogadores, consumidores de material e editoras novas, ou editoras antigas com novos paradigmas.

Mas você ta querendo que eu, no meu trono de soberania mude meu modo de pensar? (pergunta da editora)

Mais ou menos. Você vai continuar ganhando dinheiro as minhas custas vendendo seus produtos para todos os RPGistas e novos clientes. Com certeza. Não vou parar de comprar seus livros. Sou RPGista, e meu dinheiro acaba indo pro seu cofre do mesmo jeito. Agora, o que custa a você senhora editora, a mudança de paradigma? O que custa, você também nos ajudar a ter um mundo melhor? Qual é o custo a mais para você senão o de algumas ligações para parceiros irem reciclar o seu lixo e seus descartes?

E agora falando sério, senhora editora? Quanto dinheiro você não ganharia em publicidade colocando na cara das pessoas que você é uma empresa séria e comprometida com o meio ambiente? Sim, eu estou falando no marketing “verde”. Nas estratégias utilizadas por milhares de empresas pelo mundo, e porque não por você?

Ah, também esqueci! E porque não a doação de alguns livrinhos para instituições de educacionais e de assistência? Pois uma criança que jogue RPG hoje numa dessas instituições, daqui a alguns anos, irá comprar os livros para seus filhos e sobrinhos. Esse é o tipo de publicidade que ninguém consegue tirar da pessoa. Aposto que uma “doaçãozinha” de livros uma vez por ano não irá falir vossa instituição sagrada, condorda?

O trecho acima foi direcionado a todas as editoras de RPG brasileiras, não a apenas as que eu lembrei de pesquisar neste post.

Peço para que todos pensem, vamos mudar o Brasil, vamos mudar o mundo. Vamos divulgar o RPG em todas as escalas que possamos conhecer e sejamos felizes!

Comentarios, contatos e todo tipo de ação para melhorar o RPG no Brasil é bem vinda!

Abraços,

FONTES:
Codigo Florestal Brasileiro
Definição de Paradigma

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